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É a Bahia no Coração

Tia Eron é decisiva na cassação do deputado Eduardo Cunha.

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Nesta terça-feira (14), em sessão no Conselho de Ética, a Deputada Tia Eron do PRB da Bahia, teve um papel decisivo na votação que cassou o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. Tida como voto de Minerva, a deputada votou a favor da cassação do deputado.

No início da sessão, a republicana rechaçou os deboches dos colegas por sua ausência na última reunião do Conselho. “Me surpreendeu os senhores não me procurarem hoje e nem sequer citarem meu nome. Entenderam que de fato não mandam nesta nega aqui. Nenhum dos senhores mandam em mim. Eu não fui abduzida, nobre deputado Marchezan. Eu estava na casa, assistindo, olhando nos olhos de cada um de vocês. Eles refletem muito mais do que a boca não tem coragem de dizer. O que eu não compreendo é como depois de 7 meses os senhores desta casa não resolveram nada. Mas eu entendo. Os senhores não sabem o que é dar a luz, o que é gestar. É quase um filho pra poder nascer. Por isso chamam Tia Eron pra resolver, o problema que os homens aqui não conseguiram. Já que é pra resolver, vou resolver”, afirmou.

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A republicana também defendeu o partido e o Ministro Marcos Pereira, “O meu partido foi colocado no ‘balcão de negócios’ onde a chantagem seria a moeda de troca. No PRB, deputado Chico Alencar, não se troca votos por cargos ou quaisquer outras vantagens. Nossa política é diferente e eu preciso registrar isso aqui. Quero citar o nobre ministro Marcos Pereira, ele me deu a tranquilidade, a liberdade e a paz para eu fazer este julgamento. Não foram as políticas pontuais, Rio-São Paulo, São Paulo-Rio. Foi a política do Brasil. Este Conselho precisa ser resignificado, porque a sociedade, o Brasil está falando conosco”, acrescentou.

A deputada fez duras críticas à imprensa pelas matérias que fizeram varredura na sua vida pública e pré-julgaram seu voto. “Eu não sou estrela, sou dada ao trabalho. Quero recomendar à imprensa a leitura de Humberto Eco e do nobre Darcy Ribeiro, quando escrevem sobre a desconstrução do óbvio. Leiam, por favor, bem como toda a sociedade, que não deve ser menos reflexiva, mas deve ter o cuidado de, quando ler as manchetes, questionar quem está ganhando com isso, a quem interessa tudo isso”, ponderou a deputada. “Eu não posso absolver o representado nesta tarde. Não posso. Voto com a minha consciência. É nela que mora os meus valores. É nela que mora a verdade. Quero votar sim pelo relatório do deputado Marcos Rogério”, disparou a parlamentar.

O parecer foi aprovado por 11 votos a 9, já que um aliado de Cunha, o deputado Wladimir Costa (SD-PA), mudou de opinião após o voto da deputada Tia Eron. Agora, será aberto prazo de cinco dias úteis para recurso à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), antes que a matéria siga para votação.

Por Aline Ramos

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