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É a Bahia no Coração

Deputada Tia Eron repudia números de denúncias de violência contra mulher durante o período de carnaval

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Entre as principais denúncias feitas às organizações policiais todos os dias, estão, sem dúvida, os casos de  violência contra a mulher. E durante o período do carnaval, essa situação se mostrou ainda mais acentuada, de acordo com os registros feitos através da federal de Atendimento à Mulher.

No caso do estado da Bahia, durante a festa, de 4 a 9 de fevereiro, foram cerca de 15 mil atendimentos, com 140 denúncias registradas. Especificamente em Salvador, de acordo com dados apresentados pelo Observatório da Discriminação Racial e Violência contra a Mulher feito durante o carnaval, mostra que apenas nos primeiros cinco dias de festa, entre a quarta-feira e  o  domingo de Momo, foram 461 denúncias — incluindo assédios, lesões corporais e  até estupros — das 1.078 feitas ao observatório, coordenado pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur).

As irmãs Thaianna, 29 anos, e Ludmylla Valverde, 27, exemplificam um dos casos de assédio e agressão a mulheres no Carnaval deste ano. Nesta terça, 16, elas fizeram o retrato falado dos autores das agressões, que estavam em um bloco o circuito da folia. O retrato falado foi necessário já que após a agressão, os suspeitos fugiram e as irmãs buscaram um o posto de saúde para atendimento. O caso é acompanhado pela delegada Carmen Dolores, titular da 14ª Delegacia (Barra). Segundo ela, as imagens das câmeras de segurança do circuito Barra-Ondina já começaram a ser analisadas. Os suspeitos podem responder por lesão corporal, injúria e importunação ofensiva ao pudor. Ainda conforme Dolores, outros casos de violência contra a mulher na festa estão sendo investigados.

“Repudiamos esses números, no carnaval essa situação é acentuada, no entanto, essa é uma realidade que combatemos todos os dias. A mulher deve ser respeitada e protegida de qualquer tipo de violência e assédios, seja dentro de casa, no trabalho, ou em qualquer outro espaço de convivência social. Essa é umas de nossas principais frentes no Congresso. Estamos lutando para endurecer as leis de enfrentamento, inclusive com alterações na Lei Maria da Penha, incluindo a violação da intimidade da mulher como forma de violência doméstica e familiar, temos ainda o projeto que traz o uso do “botão do pânico” como mecanismo para coibir a violência. Final do ano passado relatamos ainda a Lei que obriga o Sistema único de Saúde a realizar, gratuitamente, cirurgias reparadoras nessas vítimas”, explica a deputada federal Tia Eron (PRB), militante no movimento de defesa das mulheres no Brasil.

Por Aline Ramos

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