Tia Eron [BLOG OFICIAL]

É a Bahia no Coração

2 de julho com mulheres no espaço de poder

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Fazendo uma reflexão e relembrando a história da independência da Bahia eu vejo, nós moradores dessa terra de altos e baixos, como pessoas guerreiras que não se abatem com as dificuldades diárias e saem todos os dias em busca de um recomeço ou de um novo modelo de vida. Este é o lugar onde Pedro Álvares Cabral desembarcou em 22 de abril de 1500 e deu início a exploração do território brasileiro através do domínio Português. De lá para cá houve desenvolvimento, no entanto poderíamos ter avançado mais ainda na área da: educação; cultura; habitação; segurança e da saúde.

Hoje, muitos dos problemas vividos pelos moradores desta terra chamada Bahia são consequentes do período colonial, mas o povo baiano é forte, persistente e não se entrega nunca.  Uma grande prova do que estou falando ocorreu em 1823, exatamente no dia 2 de julho. Naquela data, aconteceu a real independência do Brasil, com isso não estou aqui afirmando que o 7 de setembro seja insignificante, é significante sim!  Mas se voltarmos no tempo, iremos perceber que D. Pedro I proclamou a Independência do Brasil um ano antes, em 1822.

Mesmo assim com o resto do país liberto de Portugal, a Bahia permanecia sob o domínio dos lusitanos porque o povo ainda era explorado com a cobrança de altos impostos e de outras obrigações determinadas pelo governo que não aceitava abandonar a Bahia. A nossa história conta que a declaração da Independência do Brasil em 1822, ascendeu uma série de conflitos entre o governo, tropas e o povo.

Essa disputa de interesses se deu porque enquanto os grupos favoráveis ao fim da colonização brigavam pela independência, os liberais de Portugal não aceitavam entregar o Brasil aos brasileiros e defendiam a reafirmação dos laços coloniais. Assim o povo entrou na guerra em busca da libertação e as mulheres tiveram papeis de destaque nessa batalha. E nesta quinta (2), quando completamos 192 anos de independência, vem o reconhecimento sobre a luta encampada pelas mulheres.

Sabiamente durante as comemorações da Independência da Bahia, a Fundação Gregório de Mattos faz uma justa homenagem àquelas que tiveram grande parcela de contribuição para a libertação do povo brasileiro. As Guerreiras da Independência: Maria Quitéria; Joana Angélica e Maria Felipa serão lembradas através da decoração de todo o percurso do desfile.

Mas as homenagens se entendem ainda, a historiadora Consuelo Pondé que dirigiu, por 20 anos, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHBA) e também a maratonista alagoana radicada no estado, Marly dos Santos que vai acender a pira, no Campo Grande. O reconhecimento a essas mulheres mostra que ao longo do tempo o gênero vem conquistando mais espaço, respeito e admiração. E é por isso que fazemos parte do contexto de construção de uma sociedade mais justa com a participação da mulher que ainda luta por sua independência total.

Tia Eron é deputada federal e presidente do PRB na Bahia.

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